LEILA DINIZ
Martinho da Vila / Ney Lopes
Participação Especial: Ana Costa

Ai que saudade da beleza democrática
Ai que saudade do sorriso progressista
Ai que saudade de ouvir certas verdades
Que a burguesia sempre pensa mas não diz
Ela era crooner de uma orquestra sistemática
Feita de loucos, de poetas e porristas
Era a estátua nacional da liberdade
Ditando a lei do ventre livre no país
Aquelas noites eram feias, eram trágicas
Mas sua luz anunciava a diretriz
Comportamentos mais abertos, transparentes
Pra nossa gente ser mais gente e mais feliz
Hoje a saudade escreve os versos neste samba
Que é um dos sambas mais sentidos que eu já fiz
Esta saudade tem um nome e um sobrenome
Esta saudade é uma mulher
Leila Diniz